sexta-feira, 9 de novembro de 2012

IRREVERSÍVEL

Não era verão, nem inverno, sequer sabia qual estação predominava, pois ora esquentava demais, ora esfriava demais... Apenas era. Eu sentia saudade dos meus amigos, dos meus pais, sentia saudades da minha cachorra. É! Sentia muita falta da minha cachorra. Sentia uma paz infindável ali, mas me incomodava o fato da inflexibilidade sobre este sentimento, será que todos pensavam como eu? Eu dormia, acordava, dormia, acordava e às vezes eu acho que mudava as nuances das cores do lugar, mas nada que se levasse em consideração.
Outro dia vi alguém diferente passar voando pelo corredor e me dirigi o mais rápido possível para tentar alcançá-lo, mas parece que foi só eu piscar e ele sumiu! Nem vi para que lado aquele ser se escafedeu! Talvez eu esteja ficando louco...
Lá estava a porta. Seria eu capaz de alcançá-la dessa vez? Criei certo pânico depois de tantas tentativas de passar por ela. No início eu a enfrentava, mas sempre despertava no quarto. Não, não estou ficando louco, é natural as pessoas possuírem fobia de algo ou, quem sabe, meu caso não passe de um simples transtorno obsessivo compulsivo?
O fato é que não quero mais a plenitude, a certeza, essa paz! Não são todos que foram feitos para essa realidade. Queria minha ira de volta, a chama que queimava em meu peito, o desejo... Queria gritar alto, muito alto, quero explodir, queria... Queria... Queria a minha vida de volta!
Se foi por mérito eu estar aqui e de tantas possibilidades houve essa inversão do que eu esperava, desejo do fundo de minha alma que o arrependimento me mate novamente...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

EXTERMINADOR DO FUTURO

O título, muito conhecido pelo afamado filme estrelado por Arnold Schwarzeneger, não relatará o contexto cinematográfico, dissertará sobre educação. Mas o que eles têm em comum? Respondo: A palavra “futuro”. É dito por todos que a educação é o futuro do País, que as crianças são o futuro do País, logo, por A+B, que crianças formadas serão o futuro de nosso País. Paupérrimo futuro!
Promovendo um trabalho paralelo com o ensino público, pude fazer algumas constatações que permitem apontar o abismo para o qual estamos caminhando. Nosso ensino é digno de vergonha e somente, literalmente, Deus poderá dizer se haverá um amanhã.
Quando eu era criança, sempre ouvia dos meus pais que os “políticos” queriam que as pessoas não estudassem, pois desejavam indivíduos analfabetos para mantê-los no governo sem maiores exigências. A frase sempre fez certo sentido. Hoje, com experiência na área escolar (ensino particular) e o trabalho junto das escolas públicas, posso dizer que nossos governantes finalmente estão alcançando seu objetivo, maquiando a realidade de forma inconsequente, comprando as famílias com bolsas-miséria (bolsas família, escola, gás, etc.), dando a falsa percepção aos países desenvolvidos e índices como IDEB e IDH de que estamos evoluindo.
Amigos, a realidade é outra. As crianças estão sendo aprovadas ano a ano, segmento a segmento, sem base, sem alfabetização, sem bases educacionais ou psicológicas para tornaram-se pessoas competitivas no mercado de trabalho. São “alunos copistas”, como dito por uma coordenadora que relatou que os alunos copiam a matéria da lousa, depois aguardam para copiar as respostas:
 “Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade...”
Lulu Santos
As drogas invadiram as escolas, são traficantes, usuários, todos convivendo na comunidade escolar e os profissionais não tem recursos para administrar a violenta realidade que se apresenta a eles.
Crianças e adolescentes dependentes químicos, violentos, sem estímulo, obrigatoriamente nas escolas para o ganho de uma “bolsa” do governo que, por sua vez está feliz com os índices e rankings.
O que será desse país de risonhos, lindos campos e bosques com mais vida? Que grandeza o futuro espelha se esta paz no futuro depende desta glória falsa ignorada por todos... ?
Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salvem! Salvem!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

CURA GAY!


A maioria das pessoas nasce com seus desígnios. Eu sempre vislumbrei um mundo sem maldade, diferença social, racial, sexual, religiosa... Sei que tenho comigo um mundo utópico inalcansável, mas me permiti guardar em mim, ao menos, parte de uma pureza infantil. Talvez, aos olhos da grande massa, não seja tão saudável idealizar sonhos infantis na fase adulta, mas quem ou o que é “normal”? Apenas busco não julgar as pessoas – talvez para não ser julgado –, de qualquer forma, assim sou eu.
Apesar de almejar uma mudança globalizada, descobri que não tenho super poderes, logo, contento-me com a simples ação de fazer a minha parte. Descobri ao longo destes ^_^ anos de idade que tudo o que fazemos ou desejamos aos outros, volta à nós com a mesma (ou maior) intensidade com que desejamos. Penso desta forma.
No entanto, assim como o ying e yang, a luz e a ecuridão, existem pessoas que filosofam o oposto: Dois pesos, duas medidas!
Fiz psicologia e, com os estudos, descobri o ser humano. Claro, sua essência, pois diferentemente da profissão medicina, por exemplo, nada é exato. Na medicina, o corpo humano, possui (normalmente) dois rins, um fígado, um coração, todos no mesmo lugar em qualquer ser humano. Para a psicologia, cada ser é diferente do outro, por sua constituição histórica, meio ambiente, genética, etc, etc... E, apesar de estar ciente dessas condições, ainda me surpreendo com alguns homo sapiens:
Em meu tour diário pelas notícias on line, me deparei com o surpreendente título: Câmara debate na quinta proposta que abre caminho para a 'cura gay'.
Em pleno século XXI, onde a evolução social permitiu conquistas ao público homossexual, encontramos pessoas que acreditam ter como desígnio encontrar a cura para esta “doença”. Mais uma, dentre tantas utopias!
O interessante, para mim, é o conflito existente em tantos aspectos no mesmo assunto. Como pessoas cultas, eleitas pelo povo, deputados! Tem a prepotência de tentar intervir no trabalho de um grupo de profissionais, tentando anular resoluções-base para o atendimento do ser humano? Estudamos para fazer com que a pessoa em conflito se descubra, se aceite, para que seja feliz do jeito que é, independente de sua condição sexual.
Mas os deputados discutirão no dia 28/06 a suspensão de dois dispositivos do nosso Conselho, abrindo caminho para que a psicologia trate o homossexualismo como transtorno. Retrocesso? Insanidade coletiva? O mais interessante, diga-se de passagem, é que a proposta partiu de um deputado de bancada evangélica, logo, deduzo que em nome de Deus ele busca corrigir algo que ele considera, julga, uma doença, como a AIDS ou o câncer.
Também sou religioso, tenho muita fé, rezo todos os dias e, até onde sei, temos o mesmo Deus.
Não posso finalizar de forma diferente, senão, citando Mateus:

"Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós."
(Mateus, V I: 1 - 2).
SAD END

terça-feira, 26 de junho de 2012

NO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO?

Bom... Vivo em uma casa grande, eu nem precisava de tanto, mas Deus me deu e por isso sou muito grato! Ela tem um cômodo e um banheiro. A janela é ampla e permite que a luz do sol me desperte todas as manhãs... Não sei por que aquela senhora ia desfazer de uma janela tão bonita! Feliz eu que pude salvá-la. Às vezes o vento que entra pelo quadradinho que não tem vidro é gelado, mas tudo bem, afinal, seria muito abafado não é mesmo? Tem tanta gente que gasta energia com ar condicionado!
 Meu banheiro é o segundo lugar da minha casa que eu mais amo, ele tem um chuveiro com água quente e um vaso sanitário. Claro, pelo fato de não ter rede de esgoto na comunidade em que vivo, tenho que jogar um balde com água... Mas está ótimo, muita gente tem que sair no frio das madrugadas para fazer suas necessidades fisiológicas em banheiros externos, com fossas.
Ah! Outro dia foi meu aniversário! Gostaria de ter feito uma grande festa, com salgadinhos, refrigerantes, doces e bolo. Mas não dá para esbanjar, estou controlando os gastos em minha casa! Também, se pararmos para pensar, todas essas guloseimas engordam! Logo, economizei um dinheirinho e poupei minha saúde. Foi bom dividir com meu cachorro Labrador a quentinha que comprei para comemorar meu aniversário! O meu cachorro adorou, acho que ele nunca tinha comido uma comida tão fresquinha (Também, de restaurante!). Peguei o Labrador quando ainda era filhotinho, estava nas ruelas aqui da comunidade perambulando, todo sarnentinho! Magricelinho que só, batizei-o de Labrador, para que impusesse um pouco mais de respeito! Ele é meu melhor amigo, posso dividir com ele todos os meus pensamentos! Ele sempre fica ali, parado me olhando, ouvindo com atenção. Sou um homem privilegiado por tê-lo. Aliás, sou privilegiado em tudo, a começar pelo meu trabalho! Pelos céus, eu tenho um trabalho! Todos os dias levanto às 5h da manhã, pego minha bicicleta e pedalo até a cooperativa de reciclagem. Não sei quantos metros tem até aqui, mas dá mais ou menos uma hora e meia pedalando. O patrão é muito bom, nos paga pelas horas trabalhadas e nós dá uma refeição por dia! As quintas-feiras são as que mais amo, é dia de macarronada. Claro, não tenho carteira assinada, mas também, para quê? Ele me disse que se registrar vai ter que descontar por causa de um tal de imposto, então, rezo bastante pro meu patrão, pois ele pensa em todo mundo e não deixa que tirem dinheiro do nosso pagamento.
Eu sou o homem mais feliz do mundo, por que eu tenho tudo que preciso!
Bom, acho que é isso “Seu Facebook”.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

PANELA x TAMPA

“Cada panela tem a sua tampa”, já dizia minha mãe, minha tia, um primo distante, a prima da vizinha de um amigo meu, a madrasta da tia da secretária que trabalha pra amiga da minha cunhada... É... É antigo mesmo este ditado! Porém, analisando a contemporaneidade, me questiono sobre a precisão dos encaixes de tais tampas, afinal, tenho observado tantas panelas elétricas cobertas com tampa de tuperware, que me questiono sobre a legitimidade do velho ditado.

O ser humano é, obviamente, um ser sociável... E, particularmente, acho imprescindível ter alguém para compartilhar os momentos, sejam bons ou ruins... E, claro, para o sexo – como já apontava Freud desde mil novecentos e - ° o º o – bolinha. Mas o que está acontecendo com os relacionamentos hoje em dia? Não vou começar citando exemplos das novelas, pois este separa/ casa dos atores não serve de base para nada! No entanto, observando as pessoas ao meu redor, vejo que casais que namoraram 8, 9 anos: Estão separando! Virou clichê dizer “Ah! Não deu certo!”. Antigamente as pessoas casavam e, a qualquer custo, mantinham o casamento. Claro, também sei que as mulheres sustentavam esses casamentos à base de muita “vista grossa” em nome do social - “O que as pessoas vão dizer se separarmos?” – bom, ainda vejo muitos destes casos! Só posso deduzir que ali tem uma panela infeliz em nome do status. Mas no geral, e acho que a maioria concordará comigo, as pessoas não estão tão interessadas em ficar muito tempo com uma tampa só, querem mais é testar sem compromisso os outros encaixes... Até que a panela fica toda amassada, cheia de marcas, mas para sair por cima da carne seca grita: “Panela velha é que faz comida boa!”. Sei! Também presenciei panelas que cozinharam pra muita gente aceitando qualquer tampa para não se tornarem frigideiras!
Ah! E tem um amigo que é frigideira, mas por opção! Falar em tampa é se queimar com ele!
Enfim, impossível concluir um tema tão complexo... Deixarei a critério dos leitores comentários que levem a alguma conclusão, no mais, só me restou o pensamento:
“Esperta é a tampa da privada, que usa parafuso pra não perder o parceiro, independente do tamanho da cagada!”

Como diz o Braccini: "Enfim! É o que tem pra hoje!"

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PROFUNDEZAS

Escrevi este poema em 02/11/2006. Preferi publicá-lo em sua forma original, sem acréscimos ou correções.



quarta-feira, 20 de junho de 2012

APENAS UM BRINQUEDO

Nós éramos brinquedos felizes! Vivíamos em um quarto colorido, iluminado, cujo clima era tão harmonioso que podíamos encher os pulmões, todas as manhãs, a cada despertar do amigo “Tic Tac Toy”.

Éramos cuidados por nossa protetora, uma menininha linda, sorridente, meiga e inocente. Sabe? Aquela pureza infantil que conquista a gente? Então, essa era a nossa querida e pequena Heloísa! Olhos grandes, cabelos longos, sempre com cheirinho de talco! Disputávamos sua atenção todos os dias na “hora do brincar”, queríamos seu colo, suas palavras, sua compreensão, seu calor humano... Amávamos amá-la, de uma forma indescritível, por motivos que meramente sentíamos.
Mas tudo mudou.
Nós brinquedos podemos ver além do que os mero mortais conseguem enxergar! E enxergávamos a maldade e a escuridão no olhar dos novos amigos que Heloísa havia adotado. Pequenos humanos, não só de tamanho, mas de espírito! A nossa Heloísa deixou que seus novos amigos brincassem com a gente, doía! Ela não via, mas eles nos quebravam aos poucos. Nós pedíamos ajuda à ela! A lousa mágica deixou vários recados, mas ela sempre ignorava, isso quando seus malígnos amigos não viam antes e jogavam a pobrezinha no chão para desfazer as escrituras. Coitadinha!
Não havia mais luz, tornou-se irrespirável o ar, pesado, condensado, triste... Os brinquedos que restaram inteiros tentavam fugir, mas como? Éramos apenas brinquedos, simples, frágeis e inocentes amigos que, um dia, compartilharam de maravilhosos momentos.
Não percebemos, foi aos poucos, talvez por ser nossa protetora nós não tenhamos conseguido enxergar o fato de que a pequena Helô não existia mais, havia crescido, perdido a inocência e todas as outras características que a tornava tão especial. Realmente não sei em que ponto nós a perdemos, tornamo-nos descartáveis! Mas, a partir de então, enxergando-a como a pessoa que realmente era, pudemos ver que ela não perdera totalmente a mania de brincar, pois o aluno superou os mestres! Enxergávamos o quanto ela fazia seus supostos maliciosos amigos de marionetes.
Nunca senti veracidade na pintura em meu rosto, mas se eu não fosse um brinquedo, certamente eu choraria, pois não vi quando nossa pequenina perdeu a inocência e a alegria de viver...



A Instituição daquela comunidade


Quem observa a calmaria nas manhãs que segue os dias, sequer imagina que no silêncio daquela comunidade existem pessoas, dezenas, centenas, pessoas com histórias singulares, com problemas, bons e maus costumes.
Naquela comunidade todos precisam de ajuda! Uns necessitam de alimentação, outros de roupas, mas em sua maioria, a reivindicação é de dignidade. Mas são tantas as famílias, tantos os indivíduos, que inúmeras são as necessidades. O agravante certamente é tentar, no silêncio das manhãs, descobrir quem precisa, do que precisa, o quanto precisa, se precisa. Impossível ser preciso!
Mais duvidosos são os caráteres em cena: Alguns necessitam e recorrem à ajuda, outros também precisam mas não a aceitam; por outro lado, oportunistas não precisam tanto, mas fazem questão de sugar ao máximo o que lhe é oferecido, aliás, fazem da boa ação do ser humano um abrigo para o pecado da preguiça: Não acordam cedo, pois tem quem esteja desde manhã preparando café para seus filhos; não cozinham, para que sujar as mãos, gastar gás, ter que lavar louças, se existe alguém fazendo tudo isso por eles? Basta, apenas, mandar os filhos fazerem as refeições: Sempre desleixados! Sem banho, sem pentear os cabelos, descalços... Por tanto assistencialismo, os pais, que não tem o dever de madrugar, esquecem que deveriam acordar para chamar e levar seus filhos à escola. Falta, falta e mais falta.
Se observarmos a perspectiva deste ponto de vista, certamente emerge um questionamento dentro de nós (ao menos há dentro de mim): Que papel é este da instituição na comunidade? Claro, a resposta não é simples, já que a aprendizagem é diária. Somente a convivência com crianças drogadas, mães prostitutas, foragidos da Lei, traficantes... Vivendo ao lado de pessoas de bem, crianças inocentes, pessoas dignas de dignidade – para exprimirmos a (in)satisfatória resposta: Somos simplesmente necessários. Não imprescindíveis para alimentar o mau costume ou a falta de educação, mas justamente para tentar salvar as crianças, os filhos, desta herança pobre – não socialmente pobre – mas pobreza de espírito, pobreza da tão reivindicada dignidade, oculta, nas tranquilas e assistidas manhãs daquela comunidade...

segunda-feira, 5 de março de 2012

O JARDIM

Não falo a ninguém sobre este lugar, ele é secreto. Tenho receio que as pessoas achem que sou louco por visitar um lugar “mágico”. Em pleno século XXI, onde poucos crêem nas próprias pessoas, como digerir um utópico jardim?
Essa não é uma nova versão de “O Jardim Secreto”, afinal, este é um conto fictício que virou filme e, convenhamos, nem se compara ao jardim que eu conheço. Meu jardim é prestidigitador.
Quando estou entediado, triste, ou muito feliz, é pra lá que eu fujo. Sua passagem eu não posso revelar, infelizmente! Mas acredito que algumas poucas pessoas tem visitado “meu” jardim quando não estou por lá. Não me preocupo com isso, afinal, não é qualquer pessoa que pode adentrá-lo, somente pessoas que o jardim consinta tem essa permissão.
Ao avançar pela passagem de entrada, logo de início vejo uma cascata, ela não cai de algum lugar, ela simplesmente surge e cai, formando um rio que atravessa o gigantesco jardim, repleto de flores com formas e cores que não sei descrever, nunca vi formatos tão distintos em uma mesma flor, nem cores tão berrantes e alegres que formem um conjunto tão harmônico a ponto de querermos dividir com todos que amamos.
Há muita vida neste jardim, as borboletas são muito maiores que o normal e sobrevoam as flores deixando um rastro brilhante no ar, como um arco-íris. Demorei muito para entender que aquilo era a polinização delas. As borboletas são os únicos seres vivos coloridos deste sistema, pois todos os outros são completamente brancos: lebres, coelhos, mini ursos, araras gigantes... Todos vivem em completa harmonia, aliás, o lugar exala PAZ!
Certo dia, um espírito de luz, um dos muitos que habitam o lugar me questionou os motivos pelos quais eu tanto aparecia por lá. Disse a ele que o motivo para eu fugir tanto para lá era o mesmo pelo qual o jardim não se abria a todos. E pensei:
“Não julgo ninguém, não me interessa a vida dos outros, não cobiço, não maltrato, não invejo... Após cumprir com meus deveres sociais, tenho pouco a fazer na terra dos humanos”.